Como Fazer o Chá de Mandacaru de Três Quinas?

Nós estamos cansados de saber que a natureza é, verdadeiramente, uma mãe não somente para nós, seres humanos, para a vida em geral. Dela, nós retiramos, praticamente, todo o nosso sustento, seja por meio da matéria prima, seja por conta de recursos naturais, minerais e um elemento que é essencial para a nossa existência: a água. Sem esse elemento, a nossa vida estaria seriamente ameaçada. Pior: ela nem chegaria a se desenvolver. E, o que vemos hoje na ciência, é uma grande dificuldade em encontrar vidas em outros planetas justamente pela falta da água em estado líquido que temos em abundância em nosso planeta.

E, por conta de a natureza fornecer o nosso sustento, a preocupação em torno dela mais que dobrou nos últimos anos. É que se suspeita que os recursos a que temos acesso hoje está se esgotando em um nível assustador, podendo faltar para as não muito distantes futuras gerações, podendo condenar, até mesmo, os seres humanos à extinção. Por conta desse risco, muitos governantes já se reuniram em seus países e em convenções internacionais a fim de encontrar métodos para se preservar o que ainda sobra e tentar recuperar o que já foi perdido. Felizmente, cada vez mais a indústria está voltada a ação de produzir com sustentabilidade, amenizando o que for preciso quando se fala em impacto ambiental.

Realmente, a natureza é um papel muito importante para a existência humana no planeta. Sem ela, a nossa vida ia ficar muito difícil. E isso pode ser comprovado pelos índios que habitam as reservas indígenas espalhadas pelo mundo. Aos que ainda vivem sem contato direto com a população, o seu sustento realmente é todo retirado da natureza, como os remédios medicinais. E, um desses remédios é o Mandacaru, que você irá conhecer um pouco mais a seguir.

O Chá de Mandacaru

O Mandacaru nada mais é do que uma flor, que também é conhecida como “Flor da Noite”, que pertence à família das cactáceas, sendo uma planta bastante abundante no Nordeste brasileiro. Ela pode chegar a mais de 5 metros de altura em algumas ocasiões, apresentando, inclusive, uma variação em sua espécie que não produz espinhos, sendo essa variação muito utilizada para a alimentação de animais. A versão mais comum possuí muitos espinhos, que são queimados ou cortados, para que a planta possa ser utilizada. Elas apresentam flores na coloração branca e são bastante bonitas, podendo chegar a até trinta centímetros de comprimento, cujos botões começam a se desenvolver na primavera. No entanto, quando desabrocham, apresentam um curto período de vida: como seu nome pode indicar, ela floresce durante a noite e, quando amanhece, começa a murchar. O seu aroma é bastante suave, sendo agradável o seu cheiro, assemelhando-se muito ao aroma apresentado pela baunilha, uma outra flor que é bastante utilizada pela indústria para dar cheiro e sabor a diversos tipos de alimentos.

Quando se fala em uso medicinal dessa planta, se fala do uso dos botões florais, do seu caule (desde que esteja fresco), e as flores secas. As suas aplicações são muito variadas, sendo indicado para o tratamento de diversas doenças, como arritmia cardíaca, paralisia da bexiga, asma por congestão, tosse acompanhada de catarro, opressão crônica da respiração, doenças reumáticas, doenças hepáticas, pulso fraco, entre uma série de outras doenças.

Além dessas, o mandacaru tem uma grande aplicação para aliviar os sintomas de menopausa em uma mulher, como o calor intenso, formigamentos, dores intensas na lombar, dores na articulação, insônia, fadiga, depressão, palpitação e dor de cabeça.

Muito se fala, também, do poder que o mandacaru tem sobre um dos órgãos mais importantes do corpo humano: o rim. Segundo algumas pessoas, o mandacaru é ótimo para ajudar quando o problema são “pedras renais”. Alguns ainda contam que, algumas pessoas que deveriam passar por um transplante de rim, depois que fizeram o uso do chá de mandacaru por um determinado período, não foi necessitada mais a cirurgia, pois os rins se recuperaram completamente com o efeito terapêutico da planta.

Apesar de todos os pontos positivos carregados pelo mandacaru, é importante salientar que se deve ter cautela ao utilizar os recursos medicinais da mesma. Ela é totalmente contra-indicada para mulheres grávidas, que estejam amamentando, crianças, ou, ainda, aqueles que apresentam algum tipo de alergia com o conteúdo da flor da noite. Alguns relatos de pessoas indicam que, depois de terem usado a flor da noite, dores de barriga, queimaduras na boca, vômitos e enjoo foram notados. Embora tenha acontecido isso, é considerado que a flor da noite não apresenta efeito colateral quando consumida em uma dosagem pequena. E, por falar em dosagem, caso aconteça de se tomar uma superdosagem do remédio, o mais indicado nesses casos é fazer os tratamentos que são comuns para casos de intoxicação. É aconselhável, também, não beber o chá da flor da noite por longos períodos, sendo necessário ainda o acompanhamento de um médico caso esteja sendo feito também o uso de algum remédio contínuo.

Depois dos alertas, caso queira realizar o chá da flor da noite, siga os passos a seguir:

Coloque em uma leiteira duas colheres de sopa da erva da flor da noite e, nessa mesma leiteira, coloque meio litro de água. Mexa um pouco e deixe chegar no estado de fervura. Depois disso, deixe que a fervura aconteça por quinze minutos, desligando em seguida, tampando-a e a deixando em repouso. Depois que você perceber que a mistura ficou morna, é hora de coar. Está pronto o chá. Deve ser consumido por, no máximo, até três vezes por dia.

Mais uma vez, fica o alerta: as terapias naturais podem ajudar e muito em um tratamento, mas ainda é de extrema importância o acompanhamento de um médico, já que ele pode instruir ainda mais sobre algum problema que possa vir a ocorrer mais para a frente. Portanto, continue fazendo uso de remédios naturais, pois eles têm muito mais a oferecer positivamente do que negativamente. Mas tenha consciência: não abuse, pois, ao invés de trazer uma solução, pode trazer muita complicação.

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Categoria(s) do artigo:
Naturais

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