Rosa Príncipe Negra: Como Cuidar?

A rosa negra, ou também chamada de Príncipe Negro, possui algumas lendas interessantes em torno de sua história que até mesmo seus admiradores e cultivadores desconhecem. Primeiramente se faz importante caracterizar essa obra da natureza tão linda, rara e diferenciada. Imagine lindas pétalas escuras, puxando para do tom de vinho para o preto, com aspecto de veludo e cristalizada em sua volta. Assim são as rosas negras ou príncipes negros.

Sobre sua lenda, alguns historiadores contam que há séculos atrás, um jovem conde (mais conhecido pelas crianças em protagonismo de desenhos animados como Drácula), que no futuro iria se tornar um vampiro, quando ainda mais novo e humano, possuía muitos sonhos e era apaixonado por uma jovem com nome de Natasha. O conde pediu a mesma em noivado, a moça aceitou o pedido e decidiram que iriam se casar após o retorno do jovem guerreiro da Cruzada. O relacionamento dos dois era lindo, se amavam entre os bosques, passeavam, e todo dia o rapaz levava flores para sua noiva. Até que certo dia, a jovem moça, caminhando sozinha acabou entrando em uma caverna próxima ao castelo de seu amado, onde segundo os moradores da aldeia em volta, vivia um dragão. O animal faminto e escondido acabou por atacar Natasha e devorá-la. Nesse momento, Drácula ouviu os gritos de sua amada em seu coração e correu para tentar salvá-la, mas já era tarde demais. A partir desse momento ele tornou-se um homem de rancor, e descrente devido o acontecimento daquela tragédia que havia ocorrido. Passou dias chorando no local onde seu amor havia falecido, e com a mistura de lágrimas e de sangue uma rosa negra surgiu, com pétalas roxas quase pretas nunca vista antes.

Outro conto que tenta explicar o surgimento dessas plantas gira em torno da história de amor de um casal de vampiros. Um vampiro que amava muito sua mulher sempre passeava com a mesma por perto de seu castelo isolado do mundo. Eles gostavam muito de rosas, então todos os dias saiam para escolher novas espécies que iriam decorar sua mansão. Em uma manhã, a dama foi buscar rosas sozinhas, pois seu cavalheiro havia ido caçar, e acabou sendo picada por uma cobra e morrer sem socorro. Seu amado sem entender porque a mulher havia sumido foi procurar a mesma, e a encontrou morta. Ao redor da mulher existia uma poça de sangue e várias rosas em suas mãos. O vampiro passou dias ali chorando a morte da mulher amada, e a união de suas lágrimas com o sangue foi transferida para as rosas que começaram a apresentar uma cor negra. Por isso, hoje em dia acredita-se que essas rosas só conseguem crescer naturalmente em microclimas frios, igualmente a temperatura da mulher morta.

Histórias a parte, segundo alguns agricultores, essa rosa não possui capacidade de reproduzir a mesma coloração se plantada e cultivada em solo e microclima diferente da região de onde é típica, na Turquia. Na visão dos locais da região de Halfeti, nesse país, na realidade as flores são vermelhas, no entanto, apresentam uma superpigmentação que acabam por gerar a cor mais escura refletiva nos olhos humanos. Outro fator que dizem colaborar para esse efeito é o nível de acidez da água local, que provoca diferentes cores de acordo com o pH ao qual é submetido a cultivação.

O pigmento que provoca a coloração escurecida na rosa se chama antocianina, e também é encontrada, por exemplo, no açaí, na framboesa, frutas que possuem uma cor mais preta. No Brasil, pesquisadores confirmam que essa rosa representa um resultado do cruzamento de diferentes espécies de rosas durante muito tempo, o que explica que as vezes algumas brotem com cores até mais coloridas, misturando um tom amarelado com vermelho ou vinho.

Essas plantas são muito antigas, acredita-se que na Ásia são cultivadas a mais de cinco mil anos, existindo até mesmo fósseis dessas espécies com aniversário de milhares de anos. As versões originais, puras, cultivadas na Turquia ao redor do Rio Eufrates, são muito diferentes das adaptações encontradas no Brasil, apresentando até mesmo forma e odores alternativos.

Em geral, possuem a fama de rosas resistentes, podendo durar por vários anos em alguns jardins, quando cultivadas em local adequado e cuidadas corretamente. Para cuidar dessas rosas basta que a roseira esteja disposta ao sol e seja regada diariamente. Solos argilosos e mais pesados parecem ser mais adequados para esse cultivo, gerando pétalas mais fortes e vivas, entretanto, uma boa drenagem também se faz necessário para que não ocorra o apodrecimento das raízes devido acúmulo de água e microorganismos indesejáveis.

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Categoria(s) do artigo:
Naturais

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